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      ‘Cadência’, ‘Funcionalidade’, ‘Fluência’: Grupo Especial do Rio ganha 25 subquesitos na apuração

      Todos os 9 quesitos que definirão a escola de samba campeã do carnaval carioca de 2026 foram divididos em subquesitos. Os velhos conhecidos “Bateria”, “...

      ‘Cadência’, ‘Funcionalidade’, ‘Fluência’: Grupo Especial do Rio ganha 25 subquesitos na apuração
      ‘Cadência’, ‘Funcionalidade’, ‘Fluência’: Grupo Especial do Rio ganha 25 subquesitos na apuração (Foto: Reprodução)

      Todos os 9 quesitos que definirão a escola de samba campeã do carnaval carioca de 2026 foram divididos em subquesitos. Os velhos conhecidos “Bateria”, “Harmonia”, “Samba-enredo” e afins ganharam 25 detalhamentos como “Cadência”, “Fluência” e “Funcionalidade”. A novidade consta do Manual do Julgador, que o g1 esmiúça a partir de agora. Até o ano passado, apenas 5 dos 9 quesitos eram fracionados — e ao meio, quase sempre somando “concepção” e “realização”. Essa separação considerava a ideia proposta no texto do enredo e a forma como foi executada na Avenida no escopo avaliado. Agora, os 9 fundamentos passam a ter até 4 partes distintas. Caberá aos 54 jurados somar os critérios e lançar o total no envelope. O cálculo é complicado porque não há como dar uma nota menor do que 9,0 pelo regulamento — o zero é previsto, mas só se a escola não apresentar o quesito, o que é praticamente impossível. Na matemática do carnaval, então, há subquesitos em que há apenas 1,8, 1,9 e 2,0 como possibilidades de nota. E a apuração? Pelo menos a apuração, na Quarta-Feira de Cinzas, não muda: as notas serão lidas já somadas, com a tradicional corrida décimo a décimo. Antes da abertura dos envelopes, a Liesa realizará 2 sorteios. Um vai definir os critérios de desempate — a última bolinha a sair indicará qual quesito será o tira-teima. Outro sorteio vai descartar 2 das 6 notas de cada quesito. Os 54 julgadores foram distribuídos em 4 módulos: 1 no começo da Avenida, 2 no meio — e esses são espelhados, de frente para o outro, obrigando as escolas a pensar numa apresentação 360º — e 1 no fim. Os módulos das extremidades são duplos, com 2 julgadores por quesito, mas o sorteio vai tirar 1 deles por módulo. Vão sobrar 36 notas, que serão lidas, e a menor será descartada. Laíla representado em carro da Beija-Flor: escola é a atual campeã Alex Ferro/Riotur Por que mudou? Segundo Thiago Farias, coordenador de Jurados da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), a novidade no regulamento foi aprovada em plenária pelas 12 agremiações. “O que motivou a subdivisão dos quesitos foi a mudança do método de julgamento, que deixou de ser comparativo, e passou a ser fechado no mesmo dia”, explicou. Desde o ano passado, no fim de cada noite de desfile o jurado precisa preencher o envelope com as notas das 4 escolas que se apresentaram e lacrá-lo. Antes, esse processo só era feito depois que a 12ª agremiação terminasse de desfilar. Então, o julgamento deixou de ser sobre “quem foi a melhor” para ser sobre “quem errou menos” — e os 25 subquesitos orientam o júri a olhar com lupa cada pormenor da avaliação. Alguns novos critérios — como “Criatividade” ou “Espontaneidade” —, à primeira vista, podem parecer “subjetivos” demais. Mas Thiago afirma não haver preocupação sobre isso. “A entrada desses critérios foi apenas para dar mais clareza e explicação para os quesitos”, disse. “O novo modelo continua como sempre foi: técnico e transparente”, destaca Thiago. Como era antes? Cinco quesitos eram fracionados. Alegorias e adereços: divididos em concepção e realização; Comissão de frente: indumentária e apresentação; Enredo: concepção e realização; Fantasias: concepção e realização; Samba-enredo: letra e melodia. Como ficou? Veja agora todos os 25 subquesitos, quanto cada um vale e o que pode custar décimos à escola. Desfile da escola Beija-Flor, durante a segunda noite do Carnaval em 4 de março de 2025 Tata Barreto | Riotur 1. Alegorias e Adereços Segundo a Liesa, o quesito “avalia a criatividade, o impacto visual, a harmonia e a qualidade plástica das estruturas cenográficas e ornamentos utilizados no desfile”. “Considera o acabamento, a originalidade e a adequação das alegorias e adereços à proposta do enredo, valorizando a capacidade da escola de transformar ideias em grandes obras visuais que encantam e comunicam com força estética na Avenida”, detalha o manual. “Esses elementos são essenciais para dar grandiosidade e teatralidade ao espetáculo.” Subdivisões: Concepção (de 4,5 a 5,0 pontos): as alegorias e os adereços cumprem a função de representar as diversas partes do enredo? A criatividade plástica possui significado? Realização (de 4,5 a 5,0 pontos): qual a impressão causada pelas formas? Há entrosamento entre materiais e cores? Como são os acabamentos na confecção e decoração? Tem alguma ponta solta, alguma coisa fora do lugar? Tem gerador aparente? Bateria da Unidos da Tijuca Reprodução 2. Bateria Para a Liesa, “é um dos elementos mais vibrantes e fundamentais do desfile”. “A bateria dita o andamento do samba-enredo e influencia diretamente a evolução da escola na Avenida. É considerada o coração de uma escola de samba”, define. Subquesitos: Manutenção da cadência (de 3,6 a 4,0 pontos): a bateria sustenta o samba-enredo? Houve alterações bruscas que comprometeram o andamento? Os ritmistas “desandaram”? Conjugação dos instrumentos (de 2,7 a 3,0 pontos): os sons estão casando? As “paradinhas” e bossas foram perfeitamente executadas? Criatividade e versatilidade (de 2,7 a 3,0 pontos): como foram as bossas, paradinhas e convenções? Qual o grau de dificuldade? Ator representou Exu no desfile da Grande Rio, campeã do carnaval de 2022 Alexandre Durão/g1 3. Comissão de frente Único quesito com 4 subdivisões, avalia a 1ª apresentação artística da escola ao público e aos jurados. O grupo deve demonstrar “criatividade, teatralidade, sincronia e impacto visual, além de estabelecer uma conexão com o enredo”. “A comissão de frente tem a missão de causar uma forte 1ª impressão e introduzir, de forma cênica e envolvente, a história que será contada na Avenida”, diz a Liesa. Subquesitos: Indumentária e tripé (de 1,8 a 2,0 pontos): a roupa da comissão de frente e o possível tripé (ou elemento cênico) são adequados? Houve perda de parte das fantasias? Concepção (de 1,8 a 2,0 pontos): a mensagem passada foi fácil de entender? Houve impacto positivo? Apresentação (de 3,6 a 4,0 pontos): os integrantes saudaram o público e apresentaram a escola? Os componentes foram sincronizados? Como foi a interação com o tripé? Criatividade (de 1,8 a 2,0 pontos): o que o tripé acrescentou? Houve efeitos especiais na evolução? Carro alegórico "Cosmos", da Mocidade Independente de Padre Miguel João Salles | Riotur 4. Enredo O quesito avalia a maneira como o tema escolhido pela escola é desenvolvido e apresentado ao longo do desfile. “Esse critério considera a clareza, a criatividade e a coerência narrativa da história contada na Avenida, além da integração com fantasias e alegorias”, explica a Liesa. “O enredo é o fio condutor da apresentação e tem papel fundamental na construção da identidade do desfile, sendo essencial para envolver o público e transmitir a proposta artística e cultural da escola.” Subdivisões: Concepção (de 2,7 a 3,0 pontos): a ideia apresentada pela escola foi desenvolvida com clareza, coerência e coesão? A roteirização do desfile ajudou a entender o tema? Realização (de 4,5 a 5,0 pontos): de que forma o assunto foi “carnavalizado”? Como foi a adaptação do tema através das fantasias e alegorias? Como a sequência das alas contou essa história? Faltou alguma coisa prevista no roteiro fornecido pela escola? Criatividade (de 1,8 a 2,0 pontos): como foram as soluções apresentadas? Buraco se abriu no desfile da Mocidade na Sapucaí Reprodução/TV Globo 5. Evolução É a forma como a escola se movimenta pela Avenida. “Deve ocorrer de maneira natural e contínua, sem correria, interrupções ou buracos que comprometam a apresentação”, define a Liesa. Pelo regulamento, cada agremiação tem entre 70 e 80 minutos para fazer seu carnaval e perde ponto se não observar esses limites, para mais ou para menos. A Liga ressalta que o começo do desfile tende a ser mais lento, pois a comissão de frente e o casal principal de mestre-sala e porta-bandeira precisam se apresentar para os jurados em 3 pontos na Sapucaí. Como cada ciclo demora de 2 a 3 minutos, a escola deve “calibrar” a velocidade dos demais componentes para compensar essas paradas. Quando o abre-alas chega à Apoteose, todos “aceleram”. “É importante que a escola mantenha o equilíbrio entre animação e disciplina, garantindo que todos os setores desfilem com harmonia e sincronia, transmitindo ao público a energia e a emoção do espetáculo.” Subquesitos: Fluência (de 4,5 a 5,0 pontos): teve correria? A escola soube alternar corretamente as fases do desfile? As alas estavam coesas? Houve buraco entre as alas e ao redor das alegorias? Alguém andou para trás? Espontaneidade (de 2,7 a 3,0 pontos): teve ala coreografada? Como foi? Houve criatividade dos desfilantes? Evolução do componente (de 1,8 a 2,0 pontos): os foliões estão empolgados? Tem alguém sem sambar? As alam sambam com leveza, ou a fantasia atrapalha? Desfile da Mangueira na Sapucaí. Alex Ferro/Riotur 6. Fantasias Analisa a beleza, a criatividade, a diversidade e o acabamento dos trajes. “As fantasias são fundamentais para transmitir visualmente a narrativa proposta, contribuindo para a coesão estética e o impacto artístico do espetáculo na Avenida”, diz a Liesa. Subquesitos: Concepção (de 4,5 a 5,0 pontos): as fantasias estão adequadas ao enredo? As alas cumprem a função de representar as diversas partes do conteúdo? São criativas? Possuem significado? Realização (de 4,5 a 5,0 pontos): qual foi a impressão causada pelas formas? Como foi a distribuição de materiais e cores? A fantasia permite ao folião sambar? Em cada ala, os foliões têm rigorosamente a mesma roupa, dos pés à cabeça? Tem fantasia quebrada ou capenga? Neguinho da Beija-Flor no seu último ano como intérprete da Beija Flor Stephanie Rodrigues/g1 7. Harmonia Avalia a integração entre o canto dos componentes e o ritmo da bateria. “A escola deve manter um entrosamento consistente, com seus integrantes cantando o samba-enredo de forma coesa e contínua”, ensina a Liesa. “A harmonia é essencial para garantir que o desfile tenha fluidez, emoção e unidade, refletindo o trabalho de preparação e o espírito coletivo da escola na Avenida.” Subquesitos: Canto da escola (de 3,6 a 4,0 pontos): todo mundo está cantando o samba, do chão aos carros alegóricos? Cada verso é cantado, ou só o refrão? Harmonia instrumental (de 2,7 a 3,0 pontos): como os músicos estão tocando? Estão casados com a bateria? Harmonia vocal (de 2,7 a 3,0 pontos): o intérprete principal está em harmonia com os intérpretes de apoio? Dá para entender cada palavra do que eles cantam? Casal de mestre-sala e porta-bandeira Matheus André e Lucinha Nobre, desfilando pela Unidos da Tijuca, em 4 de março de 2025 Alex Ferro | Riotur 8. Mestre-Sala e Porta-Bandeira É o casal que conduz e apresenta o pavilhão da escola, “e essa função precisa ter elegância, graça e respeito”. “Esse julgamento considera a harmonia do par, a correção dos movimentos, a fluidez da dança, a indumentária e o entrosamento entre ambos”, teoriza a Liesa. “É uma das tradições mais emblemáticas do carnaval, um momento de destaque no desfile, simbolizando a alma e o orgulho da escola de samba.” Subquesitos: Indumentária (de 2,7 a 3,0 pontos): como é a fantasia do casal? Ajuda ou atrapalha a dança? Tem beleza e bom gosto? Faz sentido com o enredo? Alguma parte caiu ou quebrou? Coreografia (de 2,7 a 3,0 pontos): como foi a dança? Teve improvisações ou inspirações positivas? Houve alguma descaracterização? O casal evoluiu bem no espaço? Sincronismo e harmonia (de 3,6 a 4,0 pontos): o casal estava integrado? O mestre-sala cortejou a porta-bandeira e protegeu o pavilhão da escola? A porta-bandeira manteve o pavilhão sempre desfraldado ou deixou enrolar? Alguém tropeçou ou caiu? Milton Nascimento foi homenageado pela Portela Marcelo Sá Barreto/AgNews 9. Samba-enredo Tem a função de traduzir, em letra e melodia, a narrativa proposta. Precisa ser claro, coerente e bem estruturado. “A melodia precisa ser envolvente, adequada ao canto coletivo e capaz de sustentar o ritmo ao longo de toda a apresentação. Já a letra deve ser fiel ao enredo, apresentando criatividade poética e fácil compreensão para o público e os jurados”, explica a Liesa. “Esse quesito é fundamental, pois une todos os setores da escola e contribui diretamente para a harmonia e emoção do desfile. É considerado o pulmão de uma escola de samba.” Subquesitos: Desenvolvimento do enredo (de 3,6 a 4,0 pontos): a letra é adequada ao enredo? Foi forçada e espremeu todos os elementos presentes no desfile? Ficou presa na ordem cronológica ou nos setores do desfile? Riqueza poética e melódica (de 3,6 a 4,0 pontos): tem beleza e bom gosto? Usou vocabulário próprio e adequado? Como foram as rimas, ricas ou forçadas? Funcionalidade (de 1,8 a 2,0 pontos): o samba-enredo cresceu na execução? Ajudou o folião a desfilar?