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      De animais marinhos a ângulos raros do Rio, fotógrafos cariocas apostam no uso de drones e veem suas imagens viralizarem
      De animais marinhos a ângulos raros do Rio, fotógrafos cariocas apostam no uso de drones e veem suas imagens viralizarem (Foto: Reprodução)

      Fotógrafos usam drones para mostrar as belezas do Rio por outro ângulo Do alto, o Rio ganha outra bossa. Entre o Cristo Redentor, o mar e os morros, uma nova geração de videomakers e fotógrafos tem transformado o céu em estúdio. São os caçadores de imagens aéreas: profissionais que fazem dos drones uma ferramenta de trabalho – e de viralização. O resultado? Imagens exuberantes de todo canto da cidade e vídeos que ganham milhões de visualizações e contemplações nas redes sociais e até nos noticiários. É o caso do cardume gigantesco de arraias no posto 6 de Copacabana, da baleia com filhote em São Conrado e até dos turistas explorando as lajes da Rocinha. É o retrato "em movimento" da cidade do Rio de Janeiro, de ângulos que antes só podiam ser vistos com sobrevoos tripulados e estão cada vez mais acessíveis na palma da mão, nas telas e controles dos drones. O g1 conversou com profissionais que têm investido cada vez mais nessas imagens aéreas, ganhando fama e dinheiro com a "cidade mais plástica do mundo". Praia de São Conrado e suas sombras Divulgação/ Ari Kaye Redes sociais como trampolim Para eles, o Rio é uma fábrica de belas imagens e as redes sociais são trampolim para vendas e autoridade no assunto. "Sem palavras para tanta beleza. É a cidade mais plástica do mundo. O que eu mais amo gravar é o Cristo Redentor, ele tem um lugar especial no meu coração", conta o fotógrafo Ari Kaye, que trabalha há mais de 20 anos comercializando fotografias e vídeos. Muitas de suas imagens já ganharam o mundo, como o cardume de arraias, que contabilizou mais de 3 milhões de visualizações. Quando o assunto são as cifras, o profissional explica que varia de acordo com o pedido do cliente. O fotógrafo Bruno Dulcetti tem até dificuldade pra eleger o cenário mais encantador. Para ele, vale tudo: praias, bondinho de Santa Teresa, Pedra da Gávea, Rocinha, asa-delta cortando o céu, Sapucaí e até maracanã aos domingos. "Por onde você anda tem um ângulo mais bonito que o outro. Uma beleza natural absurda, com tudo muito próximo, mar, favela, floresta e cidade convivendo lado a lado", destaca Bruno, que viu seus vídeos de baleia e golfinhos ganharem destaque na TV. Ralação e estratégia para os melhores cliques Mar de gente - imagem capturada por drone faz sucesso nas redes sociais Bruno Dulcetti/@dul7art/Divulgação A cidade mal "acorda" e eles já estão a postos, preparados para capturar o nascer do sol ou a ressaca do mar. "Gosto de me conectar com a natureza acordando, o momento mais puro da cidade acordando, com a energia renovada", aponta Ari. Bruno também gosta do resultado do amanhecer, mas costuma fazer imagens no final da tarde. O sonho do fotógrafo é fazer imagens da Igreja da Penha, "em um final de tarde colorido". 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça O fotógrafo Godi se junta aos demais profissionais no coro sobre a beleza do Rio. E, na visão dele, o maior termômetro para identificar boas imagens são as redes sociais. "Nossa geografia é única. Tenho um vídeo noturno sobre a lua de São Jorge que me trouxe bastante visibilidade, mais de 2.7 milhões de visualizações. Não tem uma fórmula certa para o engajamento, por isso gosto de fazer vídeo fora da caixinha. Pra isso, você tem que ter um olhar aprimorado", explica Godi. Mirantes e lajes de comunidade Lajes da Rocinha têm filas de turistas para vídeos de drone Recentemente, vídeos de drones feitos com turistas em lajes na Rocinha e em outras comunidades ganharam repercussão internacional. Turistas chegam a esperar até duas horas na fila pelo registro panorâmico. O trabalho com drones também tem sido a fonte de renda de muitos moradores das comunidades. Beto Soares, guia de turismo e piloto de drone, conta que portugueses e israelenses têm sido os que mais procuram a experiência nesta época do ano. "O medo de vir ao Rio é normal nos turistas. As pessoas têm preconceito com a favela sem conhecer, depois mudam de ideia. Esses vídeos são uma forma de mostrar a nossa cidade por outro ângulo. Recebo mensagem de gente do mundo todo querendo essa experiência", afirma Beto Soares. Check list do sucesso As condições climáticas são fundamentais para a decolagem dos drones, mas a preparação dos profissionais vai muito além da conferência da previsão do tempo. Bateria ok, hélices ok, cartão de memória ok. Preparar para a decolagem! "Muita gente acha que é fácil voar de drone, mas exige muito treinamento, prática, sensibilidade e, acima de tudo, responsabilidade", destaca Ari. O sol, o vento e a chuva têm papéis diferentes no "plano de voo". O sol pode ser a garantia de uma imagem perfeita, o vento tem o poder de derrubar o equipamento e a chuva é sinal de cancelamento de voo na hora, já que o aparelho não é à prova d'água. Imagem feita por drone mostra a beleza do Rio de Janeiro Divulgação/Godi O planejamento conta, ainda, com o foco dos profissionais para aquele dia especificamente. Muitos ficam meses, até anos, estudando posição da lua, do sol, passagem de animais pela cidade. O bom mesmo é quando algo inesperado acontece. "Algumas imagens precisam ser planejadas outras nem tanto. A natureza vive em constante mudança. Tem que estar sempre no momento certo na hora certa. E sempre voando", constata Ari. "Normalmente, já tenho tudo planejado do local e da cena, mas sempre quem comanda é a mãe natureza", acrescenta Bruno. Godi conta que já esperou um ano para fazer um vídeo e, na hora h, deu errado. "Você idealiza a posição do sol. Chegando no dia do alinhamento, o tempo pode estar nublado e você tem que esperar todo o ciclo novamente". Perrengues Perdas e danos nos equipamentos são alguns dos perrengues que os fotógrafos costumam enfrentar no dia a dia. A bateria acabando também pode levar um certo desespero aos pilotos. Ari Kaye já perdeu dois drones e conta que um de seus equipamentos foi abatido por um gavião. "Fui abatido por um gavião carcará que tomava conta do seu ninho na Rio Branco. Ali, tem vários gaviões que protegem os filhotes e vão em cima das aeronaves. Tem que ficar esperto". Bruno "decolou" em Ipanema, em pleno verão, e foi surpreendido ao chegar perto demais de uma árvore e se chocar com ela. "Tentei fazer uma imagem bem perto e acabei destruindo o drone em um coqueiro", conta, em tom bem-humorado. Já Godi perdeu seu drone no mar. Voo responsável Todos os profissionais concordam quando o assunto é segurança. Para eles, o mais importante é ter prudência e analisar as condições de voo. Os fotógrafos contam que é preciso voar com cautela e respeitar as regras, sem colocar as pessoas em risco. Fios, pássaros, postes, aeronaves e até outros drones são sinais que deixam os profissionais alertas. "Hoje em dia, os drones mais modernos vêm com sensor de obstáculo, isso ajuda bastante com prédios, por exemplo. Helicóptero é uma atenção constante, principalmente na praia e no Cristo. Você nunca pode fazer um voo sem autorização, segurança em primeiro lugar sempre", alerta Godi. O uso de drone deve seguir as regras da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).