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Exposição 'Corpo Paisagem' propõe imersão entre arte, Mata Atlântica e imaginário popular em Nova Friburgo
Exposição “Corpo Paisagem” propõe imersão entre arte, Mata Atlântica e imaginário popular
Divulgação
A relação entre corpo, paisagem e imaginário...
29/01/2026 18:46
Exposição 'Corpo Paisagem' propõe imersão entre arte, Mata Atlântica e imaginário popular em Nova Friburgo (Foto: Reprodução)
Exposição “Corpo Paisagem” propõe imersão entre arte, Mata Atlântica e imaginário popular
Divulgação
A relação entre corpo, paisagem e imaginário popular é o tema da exposição “Corpo Paisagem”, da artista friburguense Sani Guerra, que será aberta neste sábado (31), a partir das 18h, no Instituto do Ator – Clínica de Artes de São Pedro da Serra, em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio.
A mostra reúne nove obras, sendo seis pinturas e três esculturas em argila, e propõe um mergulho sensível na Mata Atlântica e no universo simbólico das máscaras. As obras dialogam com manifestações culturais brasileiras, especialmente o Carnaval dos Moitas, tradição realizada na localidade de Rio Bonito de Cima, na zona rural do município.
Segundo a artista, a exposição investiga as conexões entre máscara, corpo, mata e território.
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“As pinturas e esculturas criam um ambiente onde o corpo e a paisagem se confundem”, explica Sani Guerra.
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Elementos de ancestralidade, ritual e imaginação estão presentes nas obras. Nas telas, figuras mascaradas surgem em paisagens fictícias, misturando corpo e natureza em cenários entre o real e o imaginário. A pesquisa faz parte do mestrado que a artista desenvolve na PUC-Rio.
Entre os destaques está a pintura “A raposa” (2017), que retrata uma cena ritualística em torno de uma mesa com alimentos marinhos. A obra reúne símbolos do sagrado e do popular e antecipa reflexões centrais da pesquisa da artista sobre o corpo mascarado em manifestações populares brasileiras.
Outra obra apresentada é “As máscaras” (2017), que mostra duas figuras femininas sentadas em um sofá no interior de uma floresta, usando máscaras tibetanas. O contraste entre elementos culturais cria um estranhamento intencional, suspendendo tempo e identidade.
As esculturas em argila aprofundam a dimensão material da exposição. Moldadas manualmente, as peças evocam máscaras, folhas e formas biomórficas, criando figuras híbridas entre humano, vegetal e entidades simbólicas. O uso da argila reforça a relação com a terra e com práticas ancestrais.
A exposição “Corpo Paisagem” pode ser visitada até o dia 25 de fevereiro. Natural de Nova Friburgo, Sani Guerra é licenciada em Artes Visuais e desenvolve pesquisas voltadas para memória, corpo e paisagem, com foco na ancestralidade e na impermanência.