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Grupo Especial começa com as maiores campeãs em noite de homenagens a personalidades
Saiba como é calculada a data do carnaval
Quatro escolas abrem neste domingo (15) o Grupo Especial do Rio de Janeiro. E esta 1ª noite vai trazer, de cara, as ...
15/02/2026 00:00
Grupo Especial começa com as maiores campeãs em noite de homenagens a personalidades (Foto: Reprodução)
Saiba como é calculada a data do carnaval
Quatro escolas abrem neste domingo (15) o Grupo Especial do Rio de Janeiro. E esta 1ª noite vai trazer, de cara, as maiores campeãs do carnaval carioca.
A Portela, com 22 títulos, é a 3ª a desfilar; na sequência, encerrando a madrugada, vem a Mangueira, com 20 vitórias. Antes desse duelo parelho, também com um histórico de respeito, vem a Imperatriz, que carrega 9 campeonatos.
Mas também tem estreia na Sapucaí! A novata Acadêmicos de Niterói debuta na elite do samba após vencer a Série Ouro no ano passado.
O g1 vai transmitir na íntegra todos os desfiles do Grupo Especial. Na página especial, você também acompanha destaques das escolas, trechos das apresentações e as últimas notícias da Sapucaí.
Todas as escolas deste domingo vão homenagear uma personalidade:
A trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva;
Ney Matogrosso e seu rico e caleidoscópico repertório;
A saga da África até o Rio Grande do Sul de Custódio Joaquim de Almeida, o Príncipe do Bará;
Os saberes e a arte de Joaquim Borges da Silva, o Mestre Sacaca.
Tem mais Grupo Especial nesta segunda (16) e nesta terça (17), com 4 escolas por noite.
Clique na sua escola para ir direto à seção dela.
Acadêmicos de Niterói
Imperatriz Leopoldinense
Portela
Estação Primeira de Mangueira
Horários do Grupo Especial
1. Acadêmicos de Niterói
Cartaz da Acadêmicos de Niterói para 2026
Reprodução
Resumo rápido
Que horas desfila: esquenta às 21h45, início às 22h
Enredo: “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.
Cores: 🔵⚪Azul e Branco
Quantos títulos no Grupo Especial: nenhum
O enredo em 10 pontos
Enredo e Samba: Acadêmicos de Niterói se prepara para contar a história do presidente Lula
A infância de Lula no agreste de Pernambuco, sob os cuidados de Dona Lindu, em meio à pobreza e à vida integrada à natureza.
O imaginário do sertão, marcado por histórias fantásticas, medo da morte e luta constante pela sobrevivência.
O pé de mulungu como símbolo da esperança e do sonho de um futuro melhor visto de cima.
A grande seca de 1952 e a decisão da família de migrar para São Paulo em busca de sobrevivência.
A travessia de pau de arara até a metrópole e o choque com a desigualdade urbana.
A formação de Lula como torneiro mecânico e a construção de sua identidade como operário.
A perseguição ao movimento operário durante a ditadura e a entrada de Lula na luta sindical.
As greves do ABC paulista e a criação de um partido político formado por trabalhadores.
A eleição à Presidência da República e a implementação de políticas de combate à pobreza e à desigualdade.
O retorno de Lula ao poder como símbolo de resistência, esperança e continuidade de um projeto coletivo para o Brasil.
Cante o samba
Acadêmicos de Niterói homenageará o presidente Lula; veja o samba
Autores: Teresa Cristina, André Diniz, Paulo Cesar Feital, Fred Camacho, Junior Fionda, Arlindinho, Lequinho, Thiago Oliveira e Tem-Tem Jr
Intérprete: Emerson Dias
Olê, olê, olê, olá
Vai passar nessa Avenida mais um samba popular
Olê, olê, olê, olá, Lula! Lula!
Eu vi brilhar a estrela de um país
No choro de Luiz, à luz de Garanhuns
Lugar onde a pobreza e o pranto
Se dividem para tantos
E a riqueza multiplica para alguns
Me via nos olhares dos meus filhos
Assombrados e vazios com o peito em pedaços
Parti atrás do amor e dos meus sonhos
Peguei os meus meninos pelos braços
Brilhou um sol da pátria incessante
Pro destino retirante te levei, Luiz Inácio
Por ironia, 13 noites, 13 dias
Me guiou Santa Luzia, São José alumiou
Da esquerda de Deus Pai, da luta sindical
À liderança mundial
Vi a esperança crescer e o povo seguir sua voz
Revolucionário é saber escolher os seus heróis
Zuzu Angel, Henfil, Vladimir
Que pagaram o preço da raiva
Nós ainda estamos aqui no Brasil de Rubens Paiva
Lute pra vencer, aceite se perder
Se o ideal valer, nunca desista
Não é digno fugir, nem tão pouco permitir
Leiloarem isso aqui a prazo, à vista
É... tem filho de pobre virando doutor
Comida na mesa do trabalhador
A fome tem pressa, Betinho dizia
É... teu legado é espelho das minhas lições
Sem temer tarifas e sanções
Assim que se firma a soberania
Sem mitos falsos, sem anistia
Quanto custa a fome? Quanto importa a vida?
Nosso sobrenome é Brasil da Silva
Vale uma nação, vale um grande enredo
Em Niterói, o amor venceu o medo
Vale uma nação, vale um grande enredo
Em Niterói, o amor venceu o medo
Quem é quem
Rainha de bateria Vanessa Rangeli durante a festa que marcou a escolha do samba da escola
Reprodução/ TV Globo
Carnavalesco: Tiago Martins
Diretores de Carnaval: Hamilton Junior, Saulo Tinoco e Ricardo Simpatia
Intérprete: Emerson Dias
Mestre de Bateria: Branco
Rainha de Bateria: Vanessa Rangeli
Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Emanuel Lima e Tainara Mathias
Comissão de Frente: Marlon Cruz e Handerson Big
2. Imperatriz Leopoldinense
Cartaz do enredo da Imperatriz de 2026
Reprodução
Resumo rápido
Que horas desfila: entre 23h20 e 23h30
Enredo: “Camaleônico”, sobre Ney Matogrosso
Cores: 🟢⚪🪙Verde, Branco e Ouro
Quantos títulos no Grupo Especial: 9
Ano do último título: 2023 (relembre aqui como foi)
O enredo em 10 pontos
Enredo e samba: Imperatriz 2026
A apresentação de uma figura camaleônica, híbrida de homem e bicho, símbolo da transformação constante e da liberdade de ser múltiplo.
A quebra de padrões de gênero e comportamento, com um corpo que mistura força e delicadeza, masculino e feminino, instinto e arte.
A construção de uma estética transgressora, que une natureza tropical, fantasia, maquiagem, plumas e performance.
A voz como instrumento de resistência, capaz de cantar quando tentam impor o silêncio e a censura.
A celebração da obra artística marcada pela mistura do doce e do amargo, do belo e do incômodo, do popular e do experimental.
As sucessivas metamorfoses de Ney: homem primitivo, bandido, anjo torto, pecador, feiticeiro e divindade marginal.
A representação dos excluídos, dos loucos, dos diferentes e dos que não cabem nas normas sociais.
A música como ferida aberta e denúncia das violências históricas contra culturas latino-americanas.
A virada para a festa, com canções solares que exaltam prazer, alegria, desejo e liberdade no Sul global.
O carnaval como espaço máximo de expressão, onde a Imperatriz celebra o corpo, o delírio, a transformação e a vida sem culpa.
Cante o samba
Imperatriz Leopoldinense homenageia Ney Matogrosso no Carnaval 2026
Autores: Gabriel Coelho, Alexandre Moreira, Guilherme Macedo, Chicão, Antônio Crescente, Bernardo Nobre, Hélio Porto, Aldir Senna, Orlando Ambrosio, Miguel Dibo, Marcelo Vianna e Wilson Mineiro
Intérprete: Pitty de Menezes
Se joga na festa, esquece o amanhã
Minha escola na rua pra ser campeã!
Vem, meu amor
Vamos viver a vida
Bota pra ferver
Que o dia vai nascer feliz na Leopoldina
Sou meio homem, meio bicho
O silêncio e o grito
Pássaro, mulher
Que pinta a verdade no rosto
Traz a coragem no corpo
E nunca esconde o que é
Pelo visível, indefinível
Ressignifica o frágil
O que confunde é o desbunde
Do que desafia o fácil
Canto com alma de mulher
Arte que sabe o que quer
E não se esqueça
Eu sou o poema que afronta o sistema
A língua no ouvido de quem censurar
Livre para ser inteiro
Pois sou homem com H
E como sou…
O bicho, bandido, pecado e feitiço
Pavão de mistérios, rebelde, catiço
A voz que à Cálida Rosa deu nome
A força de Athenas que o mal não consome
O sangue latino que vira
Vira, vira lobisomem
Eu juro que é melhor se entregar
Ao jeito felino provocador
Devoro pra ser devorado
Não vejo pecado ao Sul do Equador
Quem é quem
Iza no esquenta da Imperatriz
Leo Franco/AgNews
Carnavalesco: Leandro Vieira
Diretores de Carnaval: André Bonatte e Pedro Henrique Leite
Intérprete: Pitty de Menezes
Mestre de Bateria: Lolo
Rainha de Bateria: Iza
Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro
Comissão de Frente: Patrick Carvalho
3. Portela
Cartaz do enredo da Portela de 2026
Reprodução
Resumo rápido
Que horas desfila: entre 0h55 e 1h15
Enredo: “O mistério do príncipe do Bará – a oração do Negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”
Cores: 🔵⚪Azul e branco
Quantos títulos no Grupo Especial: 22
Ano do último título: 2017 (relembre aqui como foi)
O enredo em 10 pontos
Enredo e samba: Portela 2026
A história do príncipe africano Custódio Joaquim de Almeida, vindo do Benin, líder de resistência exilado para o Brasil.
A figura do Negrinho do Pastoreio como mensageiro, guardião da memória e guia dos caminhos esquecidos do Sul do Brasil.
O encontro do Negrinho com Bará, senhor das encruzilhadas, que o convoca a revelar uma história apagada.
A descoberta de uma coroa perdida, símbolo de uma realeza negra invisibilizada no Rio Grande do Sul.
A travessia forçada da África ao Brasil e o assentamento da presença africana nos pampas gaúchos.
A atuação de Custódio como príncipe dos pobres, curandeiro e líder espiritual da população negra recém-liberta.
A união de diferentes nações africanas por meio do tambor e do culto, dando origem ao Batuque no Sul do país.
O papel de Bará como elemento de união, comunicação e abertura de caminhos para a resistência negra.
A permanência da herança africana nos ritos, festas, estandartes, quilombos e manifestações culturais gaúchas.
A passagem simbólica da coroa ao Negrinho e às novas gerações, afirmando um futuro de dignidade, memória e liberdade negra.
Cante o samba
Portela vai contar a história do Príncipe do Bará; veja o enredo
Autores: Val Tinho Botafogo, Raphael Gravino, Gabriel Simões, Braga, Cacau Oliveira, Miguel Cunha e Dona Madalena
Intérprete: Zé Paulo Sierra
Ae Oni Bará! Ae Babá Lodé!
A Portela reunida carregada no dendê
Sob o céu do Rio Grande
Tem reza pra abençoar
O príncipe herdeiro da coroa do Bará!
É Bará, é Bará… ôô!
Quem rege a sua coroa, Bará?
É o rei de Sapaktá
Alafiá do destino no Ifá!
Tem mistério que encandeia
Pro batuque começar
Sou mistério que encandeia
Pra Portela incorporar
Vai, Negrinho… vai fazer libertação
Resgatar a tradição
Onde a África assenta
Ó, corre gira, vem revelar
O reino de Ajudá
O Pampa é terra negra em sua essência
Alupo, meu senhor, alupô!
Vai ter xirê no toque do tambor
Alumia o cruzeiro… chave de encruzilhada
É macumba de Custódio no
Romper da madrugada
Curandeiro, feiticeiro,
Batuqueiro precursor
Pôs a nata no gongá (ô, iaiá!)
Fundamento em seu terreiro
Resiste a fé no orixá
Da crença no Mercado
Ao rito do Rosário
Ainda segue vivo o seu legado
Portela… tu és o próprio trono de Zumbi
Do samba, a majestade em cada ori
Yalorixá de todo axé
Enquanto houver um pastoreio
A chama não apagará
Não há demanda que o povo
Preto não possa enfrentar
Quem é quem
Bianca Monteiro, rainha da Portela
Anderson Bordê/AgNews
Carnavalesco: André Rodrigues
Direção de Carnaval: Júnior Schall, Higor Machado e Claudinho Portela
Intérprete: Zé Paulo Sierra
Mestre de Bateria: Vitinho
Rainha de Bateria: Bianca Monteiro
Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Marlon Lamar e Squel Jorgea
Comissão de Frente: Cláudia Mota e Edifranc Alves
4. Estação Primeira de Mangueira
Mangueira divulga seu enredo para 2026
Divulgação
Resumo rápido
Que horas desfila: entre 2h30 e 3h
Enredo: “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju - O Guardião da Amazônia Negra”.
Cores: 🟢🩷 Verde e rosa
Quantos títulos no Grupo Especial: 20
Ano do último título: 2019 (relembre aqui como foi)
O enredo em 10 pontos
Enredo e Samba: Mangueira 2026
A invocação de Mestre Sacaca durante o Turé, ritual afro-indígena de agradecimento aos encantados do Outro Mundo.
A apresentação de Mestre Sacaca como Xamã Babalaô, curandeiro e guia espiritual do povo tucuju, no Amapá.
A entrada da Mangueira na Floresta Amazônica para celebrar saberes ancestrais negros e indígenas.
A centralidade dos rios amazônicos como caminhos de vida, memória, trabalho e espiritualidade.
O contato de Sacaca com povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas da Amazônia Negra.
A ciência da cura por meio das ervas, folhas, cascas e rezas, unindo medicina ancestral e encantamento.
A transformação da floresta em som, com troncos virando tambores e o surgimento do Batuque e do Marabaixo.
A mistura entre sagrado e profano, igreja e terreiro, na Missa dos Quilombos e no Encontro dos Tambores.
Mestre Sacaca como símbolo vivo da cultura tucuju, presente no barro, no açaí, nas fibras, nos animais e nas árvores.
A consagração de Sacaca como guardião da Amazônia Negra, identidade coletiva que resiste, ensina e se renova.
Cante o samba
Mangueira canta Mestre Sacaca e a Amazônia Negra; veja o samba
Autores: Pedro Terra, Tomaz Miranda, Joãozinho Gomes, Paulo César Feital, Herval Neto e Igor Leal
Intérprete: Dowglas Diniz
A magia do meu tambor te encantou no jequitibá
Chamei o povo daqui, juntei o povo de lá
Na Estação Primeira do Amapá
Finquei minha raiz
No extremo Norte, onde começa o meu país
As folhas secas me guiaram ao Turé
Pintada em verde e rosa, jenipapo e urucum
Árvore-mulher, Mangueira quase centenária
Uma nação incorporada
Herdeira quilombola, descendente Palikur
Regateando o Amazonas no transe do caxixi
Corre água, jorra a vida do Oiapoque ao Jari
Çai erê, babalaô, Mestre Sacaca
Çai erê, babalaô, Mestre Sacaca
Te invoco do meio do mundo pra dentro da mata
Te invoco do meio do mundo pra dentro da mata
Salve o curandeiro, Doutor da Floresta
Preto Velho, saravá
Macera folha, casca e erva
Engarrafa a cura, vem alumiar
Defuma folha, casca e erva... saravá
Negro na marcação do marabaixo
Firma o corpo no compasso
Com ladrões e ladainhas que ecoam dos porões
Ergo e consagro o meu manto
Às bênçãos do Espírito Santo e São José de Macapá
Sou gira, batuque e dançadeira (areia)
A mão de couro do amassador
Encantaria de benzedeira que a Amazônia Negra eternizou
Yá, Benedita de Oliveira, mãe do Morro de Mangueira
Abençoe o jeito tucuju
Quem é quem
Evelyn Bastos no ensaio da Mangueira
Anderson Bordê/AgNews
Carnavalesco: Sidnei França
Direção de Carnaval: Dudu Azevedo
Intérprete: Dowglas Diniz
Mestres de Bateria: Taranta Neto e Rodrigo Explosão
Rainha de Bateria: Evelyn Bastos
Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Matheus Olivério e Cintya Santos
Comissão de Frente: Karina Dias e Lucas Maciel