Memorial da Pandemia é criado no Rio em homenagem aos mais de 700 mil mortos pela Covid
Memorial da Pandemia é criado no Rio em homenagem às mais de 700 mil vítimas da Covid José Berredo/g1 O Rio de Janeiro ganha, nesta terça-feira (7), um esp
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Márcia Nepomuceno e o rapper Oruam Redes sociais A Justiça do Rio concedeu um habeas corpus para Márcia Nepomuceno, a mãe do rapper Oruam, nesta terça-feira (7). A decisão foi assinada pelo desembargador Marcus Basílio na 7ª Câmara Criminal. Ela é mulher de Márcio Gama dos Santos Nepomucemo, o Marcinho VP. Márcia estava foragida desde março, quando uma operação visava prender ela, o filho e um sobrino de Marcinho VP. Na ocasião, a Operação Contenção Red Legacy prendeu 7 pessoas, incluindo o vereador Salvino Oliveira (PSD), solto pouco depois. Foragido desde fevereiro, a polícia segue sem encontrar Oruam. O objetivo da operação, segundo a polícia, era desarticular a estrutura nacional do Comando Vermelho, “identificada como uma organização criminosa com características de cartel e atuação interestadual altamente estruturada”. A polícia acrescentou haver “indícios de cooperação entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC)”. Em março, a defesa de Márcia Nepomuceno afirmou que as acusações divulgadas contra ela são infundadas e não têm comprovação. Segundo os advogados, Márcia já havia sido alvo de outra operação, mas acabou absolvida pela Justiça, decisão que foi mantida após recurso do Ministério Público. A defesa também disse que ela é servidora concursada, ré primária e tem patrimônio comprovado. Os advogados destacaram ainda que Márcia criou os filhos sozinha e que nenhum deles tem envolvimento com atividades criminosas. Por fim, afirmaram confiar que a Justiça esclarecerá os fatos. Veja uma reportagem sobre a operação: Polícia prende suspeitos em operação contra o Comando Vermelho O papel da família de VP A polícia afirma que Marcinho VP “continua exercendo papel central na estrutura de comando da facção” mesmo após quase 3 décadas no sistema prisional. As investigações indicam que VP é um dos integrantes do “conselho federal permanente” do CV. A delegacia especializada afirma que Márcia Nepomuceno, mulher de Marcinho VP, atua na intermediação de interesses do grupo fora do sistema prisional, “participando da circulação de informações e de articulações envolvendo operadores da organização e agentes externos”. Landerson, sobrinho do chefão, segundo a polícia, “exerce papel de elo entre lideranças da facção, integrantes que atuam em comunidades dominadas pelo grupo e pessoas envolvidas em atividades econômicas exploradas pela organização criminosa, como serviços e imóveis”.