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      Leia todas as justificativas dos jurados do Grupo Especial
      Leia todas as justificativas dos jurados do Grupo Especial (Foto: Reprodução)

      Viradouro é a campeã do carnaval do Rio, com enredo que arrebatou a Sapucaí, sobre o mestre Ciça  A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) divulgou as justificativas das notas do carnaval do Rio na tarde desta quinta-feira (19). Os argumentos dos 36 jurados de todos os módulos foram colocados no site oficial da instituição. No arquivo, é possível ver todos os mapas de notas abertos na apuração, na Quarta-Feira de Cinzas (5). O regulamento da Liesa determina que o julgador precisa explicar todas as notas, incluindo o dez. A Unidos do Viradouro foi a grande campeã do carnaval com o enredo que homenageava o Mestre Ciça. Justificativas A jurada Paola Novaes tirou um décimo da Comissão de Frente da Imperatriz Leopoldinense Reprodução A jurada Paola Novaes tirou um décimo da Comissão de Frente da Imperatriz Leopoldinense porque o intérprete do Ney Matogrosso se desequilibrou em um dos saltos e caiu: "causando quebra na evolução coreográfica", escreveu ela. Em décimos da Portela em bateria, dois jurados concordaram que houve uma aceleração nos instrumentos, incluindo quando os ritmistas foram se deslocar. Um deles escreveu, nas considerações finais, que "devido ao alto nível das baterias das escolas será cada vez mais exigido o grau de dificuldade bem como de complexidade nas bossas, viradas, retomadas e arranjos. Sendo assim, o mínimo ou básico, não serão igualados ao complexo e arriscado". Em fantasias, a jurada Mariana Maia tirou décimos da Portela por materiais mal acabados: "costeiros desiguais, uns mais abertos, outros mais fechados" e "máscaras no topo da cabeça tombando e amassados". A Portela também sofreu por evolução. A jurada Lucila de Beauripare destacou o "clarão" que foi formado na pista e os momentos em que as alas ficaram paradas em frente ao módulo. Segundo ela, uma pausa foi de 3 minutos e a outra de 5. A mesma jurada tirou dois décimos da Mocidade pelo mesmo motivo. O jurado Mateus Dutra justificou a retirada de três décimos da Portela por correrias e paradas durante a evolução. O julgador Fernando Zikan tirou décimos do casal de mestre-sala e porta-bandeira da Imperatriz por conta de uma "fantasia volumosa e pesada" que impediu alguns giros no tempo da música. O mesmo jurado tirou pontos da Mocidade por problemas de indumentária e sincronismo e harmonia. Segundo ele, a escola falhou em não causar o impacto de "alucinação visual" descrito no livro abre-alas. Além disso, houve manutenção do casal no centro do espaço localizado para Mestre Sala e Porta Bandeira na maior parte do tempo. Zikan também pontuou a Beija-Flor por conta do sapato do mestre-sala, que produziu "Impacto visual dissonante e sem identidade harmônica com o resto da indumentária" e diferente do descrito no livro abre-alas. Para a julgadora Viviane Santos, o casal de mestre-sala e porta-bandeira da Imperatriz teve finalizações de giros "desencontradas" e, no mesmo quesito, tirou décimos da Mocidade porque a troca de olhares do casal durante a apresentação foi "desconexa", comprometendo o subquesito sincronismo e harmonia.