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      Operação mira furto de combustíveis de dutos da Transpetro dentro de fazenda da família Garcia (Foto: Reprodução)

      Operação mira furto de combustíveis de dutos da Transpetro no RJ A Polícia Civil do RJ e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciaram nesta quinta-feira (22) a Operação Haras do Crime, contra o furto de petróleo via perfurações clandestinas em oleodutos da Transpetro que passam pela fazenda da família Garcia em Guapimirim, na Baixada Fluminense. O prejuízo com os desvios passa de R$ 6 milhões. Até a última atualização desta reportagem, 6 pessoas haviam sido presas. Os Garcia são historicamente ligados à contravenção e ao carnaval no Rio de Janeiro e foram vítimas de atentados nas últimas décadas. O haras alvo da operação pertence às gêmeas Shanna e Tamara, filhas de Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, ex-patrono do Salgueiro, e estava arrendado. Segundo as investigações, as perfurações ocorriam no interior do haras do clã, mas não há mandados contra ninguém da família nesta quinta, pois a polícia ainda não encontrou provas de que eles soubessem dos desvios no terreno. Entre os suspeitos pelo furto estão os atuais arrendatários da propriedade. Os presos Caio Victor Soares Diniz Ferreira Elton Félix de Oliveira Jairo Lopes Claro Leandro Ferreira de Oliveira Patrick Teixeira Vidal Washington Tavares de Oliveira 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Segundo as investigações, as perfurações ocorriam no interior do haras do clã, mas não há mandados contra ninguém da família Reprodução/TV Globo Ações em 6 estados Agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) e promotores do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) saíram para cumprir 13 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina. “A operação teve início em 2024, a partir de uma prisão em flagrante por furto de petróleo ocorrido dentro de uma propriedade rural localizada em Guapimirim, conhecido como Fazenda Garcia, pertencente a uma família de contraventores conhecida do Rio de Janeiro”, afirmou o delegado Pedro Brasil. “A partir dessa prisão em flagrante, iniciou-se uma investigação onde conseguimos desbaratar toda uma organização criminosa responsável pela extração desse material”, emendou. Como era o esquema De acordo com as investigações, o grupo possuía uma estrutura funcional, com divisão de tarefas, hierarquia operacional e articulação interestadual. A polícia descobriu “um ciclo criminoso integrado”, que se iniciava com a perfuração clandestina do duto e a proteção armada do ponto ilegal. Depois, era realizado um carregamento rápido do petróleo em caminhões-tanque, que pegavam rotas interestaduais. “O insumo era comercializado com notas fiscais falsificadas, emitidas por empresas de fachadas”, destacou a DDSD. Galpão onde os combustíveis eram armazenados Reprodução/TV Globo