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      Parentes e amigos de adolescente morto na Cidade de Deus fazem protesto; Justiça realiza júri popular de PMs
      Parentes e amigos de adolescente morto na Cidade de Deus fazem protesto; Justiça realiza júri popular de PMs (Foto: Reprodução)

      Antes do julgamento, parentes e amigos de Thiago Menezes pedem a condenação dos dois PMs envolvidos na morte do menor Henrique Coelho/g1 Parentes e amigos do estudante Thiago Menezes Flausino, de 13 anos, assassinado a tiros durante uma operação na Cidade de Deus, Zona Sudoeste do Rio, em 2023, fazem na manhã desta terça-feira (10) uma manifestação em frente do Tribunal de Justiça do RJ. Dois PMs serão levados a júri popular nesta terça pela morte de Thiago. "Eu estou muito confiante na verdade — na verdade de quem o Thiago era. Um menino estudioso, participativo na escola e no futebol. Era amado, querido por todos pelo jeito dele. Thiago era alegre, sempre sorridente. Eu nunca imaginei perder meu filho de uma forma tão covarde", disse Priscilla Menezes, mãe de Thiago, que completou: "Por isso, eu espero que esses policiais sejam responsabilizados, que sejam condenados, e que eu possa sair de lá com a resposta da Justiça". Inicialmente previsto para o dia 27 de janeiro, o julgamento foi adiado após divergências envolvendo uma prova apresentada pela Defensoria Pública do Rio. O adiamento gerou revolta entre parentes e amigos de Thiago. A mãe do adolescente chegou a desmaiar. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do Rio em tempo real e de graça Júri popular de PMs acusados de matar menor de 13 anos na Cidade de Deus é adiado Quais são as acusações Os policiais Diego Pereira Leal e Aslan Wagner Ribeiro de Faria Reprodução/TV Globo Os policiais militares do Batalhão de Choque Diego Pereira Leal e Aslan Wagner Ribeiro de Faria são acusados de homicídio e fraude processual após admitirem os disparos que mataram o jovem. Segundo a denúncia, os dois estavam em um carro particular utilizado para uma operação ilegal, denominada de Tróia, na Cidade de Deus. Dois jovens foram alvos de tiros dos PMs, que alegaram que Thiago Flausino portava uma arma e teria disparado contra eles. Aslan e Diego Leal confirmaram que efetuaram disparos contra a vítima e seu amigo, que sobreviveu. A família e outras testemunhas, no entanto, afirmam que não havia confronto no local e que Thiago foi executado por um policial quando já estava caído no chão, de costas. Durante o processo, a defesa de um dos PMs, Diego Pereira Leal, sustentou que Thiago Flausino era integrante do tráfico da Cidade de Deus. Foram apresentadas no processo conversas que seriam de Thiago citando uma das lideranças do crime local, conhecido como Biel. Disparos da polícia Segundo uma testemunha que estava com Thiago, os dois estavam circulando na comunidade na motocicleta do pai de Thiago quando, em certo ponto, acabaram perdendo o equilíbrio e caíram. O rapaz contou que, enquanto tentavam reerguer a motocicleta, foram surpreendidos com a aproximação de um carro descaracterizado, de onde os ocupantes saíram já efetuando disparos contra eles. Thiago Menezes Flausino tinha 13 anos quando foi morto Reprodução/TV Globo Durante a investigação, ficou comprovado que Thiago levou três tiros, um na parte traseira da perna, um nas costas e outro que perfurou as duas canelas do jovem. Ainda de acordo com a investigação, nem Thiago e nem o condutor da moto tinham ficha criminal ou envolvimento com o tráfico. Segundo o laudo de exame de local do homicídio, não há qualquer vestígio que sugira que Thiago disparou contra os agentes. Os dois policiais que vão a júri por homicídio ainda respondem por fraude processual. Segundo a investigação, os PMs envolvidos manipularam a cena do crime e plantaram uma pistola 9 milímetros próximo de Thiago para sustentar a versão de confronto. O julgamento da fraude processual será realizado na auditoria da Justiça Militar. Além de Diego e Aslan, respondem os também cabos Silvio Gomes Santos e Roni Cordeiro de Lima, além do capitão Diego Geraldo Rocha de Souza. Silvio e Roni também foram denunciados pelo MPRJ pelo homicídio de Thiago. No entanto, a juíza Elizabeth Machado Louro entendeu que não havia indícios de autoria suficientes e não levou nenhum dos dois a júri popular. Parentes e amigos de Thiago Flausino se revoltam com adiamento de julgamento de PMs Henrique Coelho/g1