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Reajuste do preço do diesel afeta Campos Divulgação O reajuste que aumentou o preço do diesel tem impactado diretamente o transporte de cargas em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Nos últimos dias, o valor do combustível subiu nos postos da cidade, elevando os custos para caminhoneiros que dependem da estrada para trabalhar. Em alguns estabelecimentos, o litro do diesel já ultrapassa os R$ 7, chegando a R$ 7,19. Para motoristas autônomos, o combustível representa uma das principais despesas da atividade, e o reajuste nem sempre é acompanhado por uma atualização no valor do frete. Segundo os profissionais do setor, a alta tem reduzido a margem de lucro e dificultado a manutenção do trabalho. Muitos relatam que, além do combustível, gastos com pedágio, manutenção e alimentação pesam cada vez mais no orçamento. 📱 Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O caminhoneiro Jader de Souza conta que o aumento tem tornado a rotina mais difícil. “Para quem trabalha por conta própria, ficou bem apertado. A diferença no preço do diesel é grande e nem sempre a gente consegue repassar isso. Tem viagem que a gente volta sem carga e o custo fica todo na estrada”, afirmou. Alta acima da média nacional Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o preço médio do diesel no Brasil subiu mais de 11% em uma semana, passando de R$ 6,08 para R$ 6,80. Em Campos, a variação foi ainda maior. O valor médio saiu de cerca de R$ 6,39 para R$ 7,19, o que representa um aumento superior a 12,5% no período. O reajuste ocorre após a Petrobras anunciar aumento no preço do diesel vendido às distribuidoras, o que acaba sendo repassado ao consumidor final, incluindo transportadores e empresas que dependem do modal rodoviário. Reflexos no setor Representantes do transporte afirmam que o cenário exige ajustes constantes e planejamento para evitar prejuízos. A alta do combustível também impacta o custo de mercadorias e serviços, já que grande parte da logística no país é feita por rodovias. Enquanto os preços seguem elevados, caminhoneiros e empresas do setor acompanham o mercado e tentam equilibrar os custos para manter as atividades em funcionamento.