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RJ sanciona lei para reduzir plástico em escolas Uma nova lei sancionada no estado do Rio de Janeiro prevê a redução gradual do uso de plásticos descartáveis nas escolas públicas e privadas. A medida já está em vigor e determina a substituição de itens como copos, pratos, talheres e canudos por materiais reutilizáveis ou de origem renovável. Na prática, algumas unidades já mostram os resultados da mudança. Em uma escola estadual de Magé, na Baixada Fluminense, a substituição dos copos descartáveis por versões reutilizáveis gerou uma economia de cerca de R$ 11 mil por ano. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Lei da redução de plástico A legislação, de autoria do deputado Carlos Minc (PSB), estabelece metas progressivas para eliminar os plásticos de uso único nas instituições de ensino. Pelo cronograma: redução de 50% até março do ano que vem 75% em 2 anos 100% em 3 anos A proposta também incentiva a substituição por materiais reutilizáveis ou, quando descartáveis forem necessários, o uso de alternativas como bioplásticos produzidos a partir do plantio de cana de açúcar e milho e feitos a partir de matérias-primas renováveis. Especialistas alertam para o impacto ambiental do plástico, especialmente pelo baixo índice de reciclagem. "O plástico acaba não indo para o lugar certo. Cerca de 9% a 11% é reciclado. A grande maioria vai pra lixão, vai pra aterro ou pro meio ambiente, impactando tanto a saúde humana", disse Marcelo Montenegro, coordenador da área de Justiça Socioambiental da Fundação Heinrich Böll. "Esse plástico vai degradar e vai virar micro plástico, afetando até animais marinhos, entrando nos oceanos", completou. Segundo ele, o volume de produção mundial é um dos principais desafios ambientais da atualidade. "De 1950 a 2020, já produzimos mais de 10 bilhões de toneladas de plástico. Isso significa duas vezes e meia o peso de todos os seres humanos e animais do planeta", afirmou Marcelo. Escola sem copos descartáveis Copos reutilizáveis em escolas do RJ Reprodução/RJ2 Em uma escola estadual de Magé, o cuidado com o meio ambiente está inserido na grade curricular. A horta orgânica que abastece a merenda é regada com água coletada dos aparelhos de ar-condicionado. No local, o fim dos copos descartáveis já é realidade há 4 anos. Todos os cerca de 500 alunos do ensino médio receberam copos reutilizáveis, que passaram a fazer parte da rotina. A mudança teve rápida adesão entre os estudantes. "É melhor por que eu não preciso jogar ele fora. Eu uso ele sempre. Sempre tá comigo, eu sempre trago. Às vezes o copo descartável não tem. E esse aqui sempre fica na mochila", disse a estudante Emanuelle de França da Silva, de 15 anos. Outro aluno destaca também o impacto no ambiente escolar. "É bem melhor pra usar. Não tem que tá trazendo copo, usando copo descartável. E deixa a escola mais limpa", afirmou Benjamin Cesário, de 16 anos. Para muitos, o hábito ultrapassa os muros da escola. "Acho que tem muita diferença até porque a escola sempre ressalta que é muito importante (...) a gente pode usar, lavar, e levar pra nossa casa. A gente não deixa nada aqui. Não tem risco de sujar", disse Bernardo Campos, de 15 anos. Economia e impacto ambiental Desde a implementação da medida, mais de 1 milhão de copos descartáveis deixaram de ser utilizados na escola. Segundo a direção, a economia com a compra desse material foi significativa. "Nós gastávamos, em média, em copos descartáveis, R$ 1.200 por mês. (...) No final do ano letivo, R$ 11 mil foram economizados. E a gente pode investir em projetos sustentáveis para a escola", disse a diretora Ana Carla de Campos Alves. Para ela, a iniciativa pode servir de exemplo para outras unidades. "É uma campanha que todas as escolas precisam adotar. Toda vez que uma escola vem nos visitar, a gente fala isso. Além de você estar economizando em verba, você tá ajudando no meio ambiente e tá fazendo com que os alunos tenham um comportamento sustentável. Isso vai pra vida", explicou a diretora.