Estreando no Circuito Preta Gil, Cordão do Boitatá vai homenagear a cantora em estandartes; veja imagens
Estandarte do Cordão do Boitatá homenageando Preta Gil
Divulgação/Cordão do Boitatá
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Cartaz do enredo da Viradouro de 2026
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A Unidos do Viradouro é a 3ª escola da segunda-feira (16).
O desfile deve começar entre 0h55 e 1h15.
O enr...
05/02/2026 13:13
Viradouro 2026: veja o enredo e cante o samba (Foto: Reprodução)
Cartaz do enredo da Viradouro de 2026
Reprodução
A Unidos do Viradouro é a 3ª escola da segunda-feira (16).
O desfile deve começar entre 0h55 e 1h15.
O enredo é “Para cima, Ciça!”
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Enredo e Samba: Viradouro 2026
O enredo
Essa história começa com o chamado de um tambor.
Quando o repique puxa, e a bateria responde, a cidade inteira entende: algo vai acontecer. É assim que o samba fala. E foi assim que Moacyr da Silva Pinto aprendeu a ouvir o mundo. Mais tarde, todos passariam a conhecê-lo por Ciça.
Ciça cresceu onde o samba se reinventava. No Estácio, berço de um jeito novo de sambar, os tambores ganharam outra cadência, mais forte, mais marcada, feita para o corpo andar junto com o ritmo. Ali, a comunidade transformava a rua em festa e o batuque em identidade.
Entre leões de fantasia, cuícas e surdos, um menino aprendia brincando que o samba também se escreve com couro e baqueta.
Primeiro veio a dança. Ciça foi passista, mestre-sala, folião de muitos blocos. Aprendeu o samba com o corpo antes de aprender com as mãos. Depois, passou a desenhar o ritmo na bateria, entendendo que cada instrumento tem uma voz e que todas precisam caminhar juntas.
O menino virou mestre. Na Estácio de Sá, Ciça assumiu a bateria e mudou o jogo. Criou pausas, quebras, suspensões inesperadas. Fez a Avenida prender a respiração para depois explodir em aplauso. Com ele, a bateria virou espetáculo, conversa, feitiço. Vieram os títulos, os prêmios, o reconhecimento.
Mas Ciça nunca foi de um lugar só. Levou seu jeito ousado de batucar para outras escolas, outras cidades, outros carnavais. Em cada bateria, deixou sua marca: inovação sem perder a raiz, invenção com respeito ao chão de onde veio. Sempre para a frente.
Quando chegou à Viradouro, encontrou casa. Em Niterói, fez da bateria um furacão. Trouxe o sagrado para a Avenida, chamou os tambores ancestrais, misturou macumba, fé e carnaval. A arquibancada sentiu. A Sapucaí respondeu. Vieram mais conquistas.
Mas, para Ciça, a bateria nunca foi só sobre ganhar nota. Foi sobre ensinar, formar gente, criar laços. No ensaio, no suor, na convivência, a bateria vira escola de verdade. Cada ritmista aprende que o samba é coletivo, que ninguém toca sozinho.
A Viradouro conta essa história celebrando seus 80 anos e homenageando um mestre em pleno ofício. Um homem que transformou o tambor em linguagem, a ousadia em tradição e o carnaval em caminho de vida.
Viradouro vai homenagear Mestre Ciça; veja o samba
Cante o samba
Autores: Claudio Mattos, Renan Gêmeo, Rodrigo Gêmeo, Lucas Neves, Rodrigo Rolla, Ronaldo Maiatto, Bertolo, Silvio Mesquita, Marcelo Adnet, Anderson Lemos, Sandrinho e Thiago Meiners
Intérprete: Wander Pires
Se eu for morrer de amor, que seja no samba
Sou Viradouro, onde a arte o consagrou
Não esperamos a saudade pra cantar
Do mestre dos mestres, herdei o tambor
Eu vi… a vida pulsar como fosse canção
Milhões de compassos pra eternizar
Em cada batida do meu coração
O som que reflete o seu batucar
Lá, onde o samba fez berço, do alto do morro
Um menino orgulha Ismael, bicho novo
Forjado nas garras do velho leão
Contam no Largo do Estácio
O destino em seu passo
Que fez, pouco a pouco, uma chama acender
Traz surdo, tarol e repique pro mestre reger
Quando o apito ressoa, parece magia
Num Trem Caipira, no olhar da baiana
Medalha de Ouro, suingue perfeito
Que marca no peito da escola de samba
Se a vida é um enredo, desfilou outros amores
Maestro fez do couro sinfonia
Na ousadia dos seus tambores
Peça perfeita pra me completar
Feiticeiro das evocações
Atabaque mandou te chamar
Pra macumba jogar poeira
No alto, vai resistir a caixa de Moacyr
Legado do Mestre Caveira
Sou eu mais um batuqueiro a pulsar por você
Ciça, gratidão pelas lições que eu pude aprender
E, hoje, aos teus pés
Somos todos um nessa Avenida
Num furacão que nunca vai ter fim
Nossa história não encontra despedida
Ficha técnica
Fundação: 24 de junho de 1946
Cores: 🔴⚪Vermelha e Branca
Presidentes de Honra: José Carlos Monassa (in memoriam) e Marcelo Calil Petrus
Presidente: Hélio Nunes
Carnavalesco: Tarcísio Zanon
Diretores de Carnaval: Alex Fab e Dudu Falcão
Intérprete: Wander Pires
Mestre de Bateria: Ciça
Rainha de Bateria: Juliana Paes
Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Julinho e Rute
Comissão de Frente: Rodrigo Negri e Priscilla Mota
Juliana Paes e Metre Ciça na quadra da Unidos do Viradouro
Reprodução/ TV Globo