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Maricá divulga programação do Carnaval 2026 com 76 blocos e 13 palcos Divulgação/g1 A Prefeitura de Maricá, na Região Metropolitana do Rio, divulgou a pr
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Vítimas de golpe do falso emprego relatam extorsão e violência em entrevistas Criminosos estão aplicando um novo golpe em pessoas desempregadas no Rio de Ja
Vítimas de golpe do falso emprego relatam extorsão e violência em entrevistas Criminosos estão aplicando um novo golpe em pessoas desempregadas no Rio de Ja...
Vítimas de golpe do falso emprego relatam extorsão e violência em entrevistas Criminosos estão aplicando um novo golpe em pessoas desempregadas no Rio de Janeiro ao se passarem por recrutadores de empresas de recursos humanos. As vítimas são atraídas por falsas promessas de emprego, chamadas para entrevistas presenciais e, ao chegar ao local, pressionadas a pagar taxas para participar de supostos processos seletivos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Em alguns casos, há relatos de ameaças e violência. Uma das vítimas contou ao RJ2 que teve que pagar uma taxa de R$ 1 mil. A Polícia Civil investiga os crimes e alerta para os riscos desse tipo de abordagem. “A gente não imagina que vai existir tanta criatividade pra se aproveitar de um momento tão vulnerável”, resumiu a engenheira civil Jenifer Brandão, uma das vítimas. Vítimas de golpe do falso emprego relatam extorsão e violência em entrevistas: 'Me mostrou um canivete' Reprodução TV Globo Entrevista falsa e ameaça com canivete Jenifer Brandão estava desempregada desde novembro do ano passado e só queria começar 2026 com um novo trabalho. No início de janeiro, ela recebeu um telefonema que reacendeu a esperança. “Eu recebi uma ligação de uma mulher chamada Vanessa se identificando como uma empresa de RH. Perguntei qual era a empresa. Ela falou: ‘você tá concorrendo a uma vaga para engenheira de custos, com um salário com sua pretensão salarial que você tá buscando no mercado, pra uma empresa que é do seu ramo’”, explicou. Segundo os golpistas, a vaga seria intermediada por uma empresa chamada Fasano Gestão Profissional, supostamente especializada em recursos humanos e seleção de currículos pela internet. A reportagem não localizou a empresa em sites de busca nem em redes sociais. O nome não tem qualquer relação com a rede de hotéis Fasano. Vítimas de golpe do falso emprego relatam extorsão e violência em entrevistas: 'Me mostrou um canivete' Reprodução TV Globo A entrevista foi marcada em uma sala comercial dentro de um prédio no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Jenifer compareceu no horário combinado e foi recebida por um homem que se identificou como Marcelo Alves. Durante a conversa, ele falou sobre uma vaga em uma grande construtora e destacou benefícios e salário. Em seguida, passou a tratar de valores que, segundo ele, seriam referentes a contratos. “Ele falou: ‘é uma empresa muito grande, multinacional, são muitos benefícios, o salário e tal’. Depois que ele apresentou a empresa, ele falou do contrato dele e falou sobre os valores, onde ele falava que tinha contratos entre R$ 3 mil, R$ 3,9 mil e 4 mil”, contou. A engenheira disse que, naquele momento, percebeu que se tratava de um golpe. “Era como se eu fosse contratar o serviço dele pra participar da vaga. Ele puxou uma maquininha de dentro da bolsa. E eu falei: 'assim não. Vocês não falaram isso na hora do contato'”, relembrou a engenheira. A entrevista que já era fora do padrão foi ficando perigosa. Quando Jenifer se recusou a pagar a taxa, vieram as ameaças. “‘Ah não. Se não fechar um contrato com a gente, não tem como a gente seguir com o processo’”, teria dito o recrutador. Jenifer Brandão estava desempregada desde novembro do ano passado e foi vítima do golpe do falso emprego. Reprodução TV Globo A engenheira afirmou que tentou sair da sala, mas foi impedida pelo homem. “Eu falei: 'Aqui eu não tenho sinal'. E eu ameacei a levantar da cadeira. Nisso que eu ameacei, ele foi e me puxou de novo para sentar na cadeira. Foi quando ele levantou a camisa e me mostrou um canivete”, disse. Sem ter todo o dinheiro exigido, Jenifer fez um PIX no valor de R$ 1 mil. Só depois de mais de três horas, foi liberada. Ao sair da sala, procurou ajuda na administração do condomínio, mas também não teve apoio. “Eles simplesmente falaram pra mim que não podia fazer nada porque era um local que qualquer pessoa podia alugar e fazer o que quisesse. Só não podia pagode e escola de samba”. Mesmo após o episódio, Jenifer ainda recebeu um e-mail de “boas-vindas” da suposta empresa de RH. “A empresa Fasano Gestão Profissional tem o prazer de lhe dar as boas-vindas, lhe deseja sorte no processo seletivo e estamos na torcida pela sua recolocação profissional”, dizia o e-mail. Ao tentar novo contato, ela percebeu que havia sido bloqueada. A vítima registrou um boletim de ocorrência na delegacia da região. Diversos relatos semelhantes foram encontrados na internet alertando sobre a suposta empresa. Segundo o delegado Alan Luxardo, responsável pela investigação, o crime é grave. “Foi um caso que começou como sendo estelionato, mas acabou evoluindo para extorsão”, disse o delegado. Abordagem por site de empregos O golpe não é um caso isolado. Karina Novaes, que atua nas áreas de recursos humanos e biomedicina, está há um ano e meio em busca de uma oportunidade. No início desta semana, ela cadastrou o currículo em mais uma plataforma de vagas. “Eu entrei num site de empregos que costumo sempre entrar, que é o InfoJobs, bem-conceituado. Eu coloquei o currículo e dois dias depois recebi uma mensagem pela própria plataforma informando que meu currículo foi selecionado”. Criminosos se passam por recrutadores, atraem desempregados com falsas entrevistas e exigem pagamentos. Polícia investiga casos de estelionato e extorsão. Reprodução TV Globo Após responder, Karina recebeu informações detalhadas sobre salário, carga horária e funções. Mas, ao longo da conversa, algo chamou atenção. “Uma linguagem muito informal, uma certeza, urgência. E me informou que confirmasse, que se aceitasse a vaga tinha que fazer um PIX no valor de R$ 424. Quando eu vi que ele me pediu um PIX, eu bloquiei, porque vi que se tratava de um golpe”, contou. Pouco depois, a vaga foi excluída do site. Karina registrou boletim de ocorrência e denunciou o caso à plataforma. “As pessoas têm que tomar muito cuidado. As pessoas não são abordadas para serem recrutadas. As pessoas têm que procurar, se quiserem, uma agência de renome, que tenha compromisso”, recomendou. Além do prejuízo financeiro, as vítimas relatam impactos emocionais profundos após passarem por esses golpes. “A gente fica com expectativa muito grande de conseguir emprego. Quando me chamou para uma entrevista, eu fiquei muito feliz, precisando muito". "Eu fiquei bem chateada, a gente sente que não tem capacidade, se sente incapaz, mesmo com uma formação, a gente se sente totalmente lesado”, desabafa Karina. O que dizem os citados A reportagem procurou o Américas Avenue Business Square, onde ocorreu uma das entrevistas, mas não teve retorno. O InfoJobs também foi acionado, mas não respondeu até a publicação desta reportagem. Em contato com o RJ2, o Grupo Fasano informou que não possui qualquer relação com a empresa citada pelas vítimas e ressaltou que não cobra, em nenhuma hipótese, pagamentos relacionados a processos seletivos. A empresa afirmou ainda que mensagens que solicitem valores e utilizem o nome do grupo não são verdadeiras.