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      Viúva de Marielle diz que julgamento dos mandantes no STF pode servir de exemplo contra impunidade
      Viúva de Marielle diz que julgamento dos mandantes no STF pode servir de exemplo contra impunidade (Foto: Reprodução)

      Viúva de Marielle fala em expectativa para julgamento no STF A vereadora Mônica Benício (Psol), viúva de Marielle Franco, destacou, em entrevista à Globonews, a alta expectativa para o resultado do julgamento dos mandantes do assassinato da vereadora e do motorista Anderson Gomes no Supremo Tribunal Federal (STF). A sessão começa nesta terça-feira (24) e deve acabar na quarta-feira (25) (veja abaixo quem são os réus). Mônica Benício lembrou que Rivaldo Barbosa, réu no processo e ex-chefe de polícia, foi um dos primeiros a receber a família e dizer que teria rigor nas investigações. O caso só avançou depois que saiu da alçada da Polícia Civil e passou a ser conduzido pela Polícia Federal. "O Brasil está acostumado a não punir autoridades que cometem crimes, e não são poucas. A gente demorou 5 anos para chegar a uma resposta, prisão dos mandantes da execução, mas chegamos e agora vamos ao julgamento", diz Mônica, atualmente vereadora do Rio (PSOL). "Foi um crime cometido por agentes do Estado. O Domingos Brazão ainda é conselheiro do Tribunal de Contas do Rio. O Chiquinho perdeu o mandato não por ser o mandante, mas por falta", acrescentou. Mônica Benício, viúva de Marielle Franco Gustavo Wanderley/g1 A viúva afirmou que a família acompanha o julgamento com preocupação e expectativa e que, ao longo dos anos, as esperanças "quase se esvaíram". "O Rivaldo Barbosa era chefe de polícia e foi uma das primeiras autoridades que nos recebeu e nos deu sua palavra. Não é fácil acreditar nas instituições desse país, mas nesse momento nossa expectativa é que o STF nos mostre que as instituições funcionam", afirma. 🔎A vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram mortos na noite de 14 de março de 2018, no Centro do Rio de Janeiro. O carro em que eles estavam foi seguido pelos criminosos, que efetuaram disparos contra o veículo da vereadora. Marielle e Anderson morreram na hora. A assessora Fernanda Chaves sobreviveu aos ataques. Para Mônica, a espera é de uma "condenação exemplar". "Justamente para que a gente possa dar um recado para a sociedade de que brutalidades como essa não podem acontecer em contexto nenhum. É um momento muito importante para a história do Brasil e a nossa expectativa é de que sirva de exemplo", completa. O caso será julgado na Primeira Turma da Corte do STF. O ministro Alexandre de Moraes é o relator do processo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do DF em tempo real e de graça Quem são os réus no STF Respondem ao processo: Chiquinho Brazão (deputado federal) e Domingos Brazão (ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Rio) — apontados pela Polícia Federal como mandantes do crime; Rivaldo Barbosa — delegado, ex-chefe da Polícia Civil do RJ, acusado de ser o mentor intelectual do atentado; Ronald Paulo Alves Pereira (Major Ronald) — apontado por Ronnie Lessa (preso e condenado como executor do crime) como responsável por monitorar a rotina de Marielle; Robson Calixto Fonseca (Peixe) — ex-PM e ex-assessor de Domingos Brazão, suspeito de ajudar a ocultar a arma e de integrar o núcleo financeiro e imobiliário do grupo. A denúncia, já recebida integralmente pela Primeira Turma, inclui crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio e organização criminosa. Depoimentos dos réus Caso Marielle: ministro Moraes pediu que a 1ª turma do STF marque a data do julgamento Veja o que disseram os réus no interrogatório no STF: Chiquinho Brazão Primeiro a ser ouvido, o deputado federal chorou durante a audiência e afirmou ter boa relação com Marielle. “Marielle sempre foi minha amiga. Era uma pessoa muito amável.” Chiquinho negou conhecer Ronnie Lessa e disse ter encontrado Macalé — intermediário da “encomenda” do crime — apenas quatro vezes. Afirmou também que nunca tratou de assuntos ligados a milícia. Domingos Brazão O conselheiro do TCE do Rio também negou conhecer Lessa e disse que o acusado “se sentiu encurralado” após a delação de Élcio de Queiroz. Emocionado, afirmou: “Eu preferia ter morrido no lugar da Marielle. Ele [Lessa] está destruindo a minha família.” Domingos relatou ter perdido 26 kg desde que foi preso e disse não entender as acusações. Rivaldo Barbosa O delegado iniciou seu depoimento dizendo que sua prisão representou “sua morte”. “Eu fui assassinado. Me enterraram e vou tentar ressuscitar.” Ele afirmou ser vítima das mentiras de Ronnie Lessa e disse acreditar que Cristiano Girão — e não os irmãos Brazão — teria sido o verdadeiro mandante do crime. Robson Calixto (Peixe) O ex-PM negou participação no crime e afirmou que só teve seu nome citado porque acompanhava Domingos Brazão: “Graças a Deus nunca encontrei Lessa. Eu sou motorista do Domingos.” A PGR aponta Calixto como responsável por gerir atividades de grilagem e repasse de dinheiro a laranjas para beneficiar o grupo. A Procuradoria diz que ele monitorou a rotina da vereadora e, no dia do atentado, avisou Macalé sobre o evento que Marielle participaria — informação que teria sido repassada a Ronnie Lessa antes da execução. Processo pronto Com todos os interrogatórios concluídos e as diligências complementares finalizadas, Moraes abriu prazo para alegações finais em abril de 2025. Todas as manifestações foram entregues até junho. Como será o julgamento? Relator do caso, Alexandre de Moraes, apresenta o relatório, que traz o resumo dos principais passos da investigação. PGR apresenta a denúncia, o tempo é de uma hora. A manifestação deve ser do vice-procurador-geral, Hindemburgo Chateaubriand; Cada advogado dos 5 acusados terá 1 hora para apresentar a defesa; Finalizada essa etapa, começam os votos dos ministros. Relator, Alexandre de Moraes é o primeiro; Depois, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e, por último, o presidente da Turma, Flávio Dino. A ordem pode mudar se até lá tiver o STF tiver um novo ministro); Não há limites de tempo para o voto dos ministros. São necessários 3 votos para condenação Nos votos, os ministros discutem questões preliminares colocadas pelas defesas, que são temas processuais, como se o STF é ou não competente para o caso. E se a PGR conseguiu comprovar que cada um dos acusados teve participação ou não nos fatos apurados.  São necessários 3 votos para condenação ou absolvição. Em caso de condenação, os ministros discutem depois o tamanho das penas para cada um, de acordo com a participação nos crimes.  PGR (acusação) e defesas podem ainda recorrer do resultado do julgamento. A Primeira Turma do STF em imagem de setembro de 2025 Rosinei Coutinho/STF